A nossa história

No seu discurso de abril de 2003, durante a inauguração dos jardins do Túmulo de Humayun, restaurados pela Fundação Aga Khan para a Cultura (AKTC), em Deli, na Índia, o 49.º Imame ismaili Shah Karim al-Husayni, Sua Alteza Aga Khan IV, observou que a construção do seu chahar-bagh (literalmente, quatro jardins), a primeira no subcontinente a circundar um túmulo mogol, foi uma tentativa de criar uma perfeição transcendente, um vislumbre do paraíso na terra.

Falando sobre o facto de os jardins restaurados se tornarem "o ponto de apoio e o catalisador do desenvolvimento socioeconómico, bem como um recurso insubstituível para a educação", o Aga Khan, O IV Aga Khan prosseguiu, afirmando que "quer por negligência quer por destruição intencional, o desaparecimento de vestígios físicos do passado priva-nos de mais do que de memórias. Os espaços que incorporam realidades históricas recordam-nos as lições do passado”.

"Como", perguntou ele, ao regressar ao Túmulo de Humayun passados 18 meses, em Novembro de 2004, para o Nono Ciclo dos Prémios Aga Khan para a Arquitetura (Aga Khan Awards for Architecture -AKAA), "protegemos o passado e inspiramos o futuro?"

Estas e outras questões relacionadas com o papel vital do património no desenvolvimento humano levaram a uma proposta, em 2007, para documentar os sítios do património Ismaili a nível mundial como uma iniciativa do Jubileu de Ouro.

O âmbito, critérios e compreensão do que constitui o património Ismaili e a forma de o documentar foram sendo definidos ao longo do tempo através de muitas discussões e debates realizados entre 2008 e 2014, período durante o qual foi elaborado um inventário preliminar dos locais.

Estes juntam-se aos locais que constituem o conjunto dos diferentes edifícios e instituições da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN, tal como hospitais, escolas, redações, fábricas e projetos de infraestruturas, e a imensidão do trabalho vital que realiza em tantos domínios da atividade humana.

Todos estes locais ilustram a forma como os Ismaili, enquanto Shi'is, Muçulmanos, têm feito e continuam a fazer a diferença no que respeita ao onde, quando e como a comunidade vive, trabalha e cria.